Dólar inicia negócios em queda com otimismo sobre recuperação na economia

O dólar caía ante o real nos primeiros negócios desta quinta-feira, captando o ambiente positivo nos mercados externos que enfraquecia a moeda norte-americana e patrocinou novo rali nos mercados chineses, em meio à confiança na recuperação da segunda maior economia do mundo.

Às 9:07, o dólar (BRBY) recuava 0,64%, a 5,3132 reais na venda.

Na B3, o dólar futuro (DOLc1) tinha queda de 0,46%, a 5,3165 reais.

O índice do dólar (=USD) perdia 0,1%, enquanto a moeda chinesa, o iuan , operava perto de máximas em quatro meses.

O mercado aguardava dados semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, com divulgação prevista para as 9h30 (de Brasília).

Sem Feriado em SP, Mercado Segue em Frente

A antecipação em maio do feriado que seria celebrado hoje no estado de São Paulo mantém os mercados domésticos funcionando normalmente e pode permitir ao Ibovespa reaver a marca simbólica dos 100 mil pontos, quatro meses após ter perdido esse patamar. Mas a indefinição dos negócios no exterior pode atrapalhar esse objetivo, em dia de agenda fraca de indicadores econômicos aqui e lá fora.  

Os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram com leves baixas, enquanto as praças europeias tentam interromper dois dias seguidos de queda, apoiando-se no sinal positivo vindo da Ásia, onde Xangai subiu pela oitava sessão consecutiva (+1,4%), acumulando alta de mais de 9% nesta semana, em meio à forte demanda por investidores pessoa física. Dados do dia na China confirmaram o ritmo de aceleração da economia.

O índice de preços ao produtor (PPI) chinês reduziu o ritmo de queda para 3,0% em junho, de -3,7% em maio, em meio à recuperação dos preços das commodities globais e com a volta à atividade da manufatura doméstica, o que impulsionou a demanda por produtos industriais. Já a inflação ao consumidor (CPI) chinês ganhou força e subiu 2,5% no mês passado, de +2,4% no mês anterior, em base anual.  

Em reação aos números, o yuan chinês (renminbi) subiu ao nível mais alto desde meados de março, testando a faixa de 7 yuans por dólar. A moeda norte-americana mede forças em relação às demais moedas, o que deixa o petróleo orbitando ao redor da faixa de US$ 40 por barril. Já o ouro se fortalece e é cotado acima da marca de US$ 1,8 mil por onça-troy e o rendimento do título norte-americano de 10 anos (T-note) segue em 0,65%.

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